TESTE BECHDEL

E aí meus colegas e minhas amigas, como anda a vida? Vocês têm ido bastante ao cinema? Eu não vou já faz um tempão porque, além de ser caro pra caramba, os filmes que entram em circuito comercial são bem ruizinhos…

Bom, o tempo passou, o mundo deu voltas, o homem pisou na lua, soutiens foram queimados, governos derrubados, mas pouca coisa mudou na indústria cinematográfica. Essa não-mudança (que talvez muitos nem se dêem conta) é apenas o reflexo do pensamento que ainda está em voga na sociedade e enraizado em muitas culturas. Do que estou falando? Pensem comigo: hoje em dia existe tudo quanto é tipo de filmes: comédias, romance, terror, filme-catástrofe (que eu adoro), enfim, uma infinidade. E lógico que entre todos eles podemos notar como a participação feminina em um papel de destaque e culturalmente relevante finalmente atingiu seu ápice, não é verdade? 

Será mesmo? Ou as mulheres que estão incluídas no filme só estão lá para servir de apoio (ou um mero objeto), visando sempre a ascensão, o desenvolvimento e o destaque dos homens?

Um peso e duas medidas?

Um peso e duas medidas?

Essa idéia apareceu pela primeira vez com a cartunista Alison Bechdel que elaborou, em 1985, uma HQ que chamou a atenção de muita gente e serviu de inspiração para a criação de um teste. O Teste Bechdel.

O teste é relativamente simples. Ao ver um filme, este deve responder a três questões:

1) Há pelo menos duas personagens femininas que possuem nomes?

2) Elas conversam entre si?

3) Elas conversam sobre qualquer assunto que não seja sobre homens?

Simples, né? Agora pare e pense nos últimos filmes que você assistiu. Quantos deles respondem a essas questões integralmente? Poucos. O mais intrigante é que esses quesitos não são reacionários ou ultra-feministas, são questões corriqueiras que querem mostram que as mulheres também pertencem ao

HQ que deu origem ao teste

HQ que deu origem ao teste

mundo; são sujeitos pensantes, que conversam sobre tudo (música, política, natureza, se vai chover ou não)  e não somente sobre homens. Principalmente, são pessoas com sentimentos e opiniões próprias, que sofrem, sorriem, discutem, filosofam, etc (e não apenas um suporte para uma bunda!).

Vale ressaltar que esse teste não está julgando a qualidade dos filmes, portanto os que ‘passam’ são bons e os que ‘não passam’ são ruins. Não é isso. Há filmes bons e ruins tanto nos aprovados quanto nos reprovados

A partir de hoje, toda vez que você for assistir um filme, lembre-se dessas três questões e tente ver se o filme responde bem a todas elas.

(aqui estamos falando de filmes, mas esses quesitos também podem ser aplicados a livros, séries, seriados… e nem vou entrar no mérito das histórias em quadrinho)

Espero que todos tenham entendido o propósito desse teste (não queremos começar uma guerra), ou seja, que ele serve apenas como base para reflexão de como a imagem feminina ainda é subjugada e tida como um mero suporte para o esplendor masculino.

Pense nisso.

Aqui segue um vídeo que explica bem essa questão (em inglês):

Acesse: http://bechdeltest.com/

Um pensamento sobre “TESTE BECHDEL

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