BALA NA AGULHA – MARCELO RUBENS PAIVA

Nossa, dessa vez eu atrasei muito esse novo post! Posso me desculpar falando que eu estava suuuper ocupada, mas é mentira… Deu preguiça mesmo, além de uma falta de criatividade monstra! Alors, o livro de hoje é outro do meu amado Marcelo Rubens Paiva!

Bala na Agulha é o quinto livro do autor. A história gira em torno de um garoto de programa que torna-se traficante nos Estados Unidos e  por um equivoco (ou armação?) passa a ser acusado de assassinato e é obrigado a fugir às pressas. Ao chegar ao Brasil, o jovem (que eu não lembro o nome, sorry) simplesmente descobre que seu pai virou o Primeiro-Ministro. Esse fato só faz aumentar seus problemas, pois ele descobre que várias pessoas do alto escalão podem estar envolvidas com aquele assassinato em Nova York…

Well, well, well… hoje estou cheia de expressões estrangeiras, enfim, não bastassem os problemas com a polícia, ao voltar ao Brasil o rapaz ainda tem que encarar seus fantasmas familiares, seu desafeto com o pai e as pendências com a irmã que sempre foi deixada em segundo plano pela mãe, extremamente preocupada com o sumiço do filho mais velho.

[…] Num oceano, a falta de ventos e o céu claro podem ser traduzidos como calmaria. No entanto, correntes nas profundezas arrastam e tumultuam. É na escuridão que as feras atacam. Aparentemente, a família Castilho estava bem. Talvez eu fosse a corrente que arrasta e tumultua. Eu sou o mal.

(p.119)

A leitura desse livro é rápida e dinâmica. O enredo é bem elaborado, mas para os leitores mais atentos se torna um pouco previsível: bastam uma ou duas passagens para se saber o desfecho de alguns personagens. Uma curiosidade: os capítulo não possuem nomes, são delimitados através de horários (15h30; 12h00; Sábado 22h00) e por marcações da passagem do tempo (Antes, Durante, Depois), o que dá ao enredo ainda mais velocidade. O romance tem todos os clichês dos livros policiais: assassinatos, perseguições, etc. Mas quem gosta do gênero pode apostar no livro!

Quando ao estilo, a narrativa mantém aquela forma clássica que o Marcelo tem para escrever: narração em primeira pessoa,  diálogos ágeis, escrita coloquial e de fácil entendimento. O exemplar que eu tenho é da editora Siciliano,  está em formato brochura e com fonte bem grande, o que faz o livro parecer muito com aqueles que a gente lia na sexta série. É ótimo para quem está começando no mundo das letras e não quer se aventurar logo de cara em grandes romances (literalmente).

Vou terminar dizendo que meu exemplar é autografado, só para fazer inveja…. rsrsrs

 

PAIVA, Marcelo Rubens. Bala na agulha. São Paulo: Siciliano, 1992.

3 latas

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