Grace – Richard Paul Evans

As histórias de natal sempre têm sido sobre redenção. Imagino que esse seja o espírito natalino. Em toda a minha vida esperei pela redenção. Pela redenção e pela graça. Sei que não as mereço, mas assim mesmo espero por elas. (p.325)

graceOlá minha gente! Depois de um grande hiato eu volto à esse humilde blog para mais uma postagem supimpa – e prometo tentar ser mais ágil, aliás, quantas vezes eu já prometi isso? Bom, chega de mais enrolação e vamos ao que interessa: o livro para este recomeço é Grace, do autor Richard Paul Evans.

A história se passa na década de 60, na cidade de Salt Lake City, nos EUA. Eric, um garoto de 14 anos, estava saindo do trabalho tarde da noite quando encontra Grace procurando comida no lixo. Ela conta que fugiu de casa e Eric decide escondê-la nos fundos de sua casa, num local semi-secreto conhecido como “Nosso Clube”. No tempo em que Grace ficou no “Nosso Clube” o menino aprendeu, cresceu e descobriu sentimentos antes desconhecidos. Mas, como no conto de Hans Christian Andersen, A vendedora de fósforos, a esperança é tão frágil quanto a chama de uma vela.

O que posso dizer? O enredo de Grace é simples, porém coberto de ternura e suspense. A relação de confiança existente entre Grace e Eric é pura e inocente, mesmo os mistérios que a menina esconde não afastam o garoto de nutrir por ela uma admiração e carinho legítimos. Ele a auxiliou como pode e ela retribuiu com amor sincero e eterna gratidão. É difícil comentar  sobre esse texto sem dar spoiler, uma vez que a história não possui grandes aventuras. Todo o enredo é centrado nos dois jovens e na relação que desenvolvem.

A construção do texto é simples, os capítulos são curtos e, portanto, rápidos de se ler. O livro se inicia com o conto A vendedora de fósforos, fonte de inspiração para o desenlace de toda a narrativa. Apesar de simples e fácil a primeira vista, a história envolve momentos tristes e de tragédias familiares. Para refletir sobre o mundo em que vivemos e o que fazemos para que ele se torne um pouco melhor…

Devo dizer que o projeto gráfico da Geração Editorial é MA-RA-VI-LHO-SO! Capa e lombada possuem o título em alto relevo, as páginas são amarelas com as pontas embaçadas. Os capítulos começam em páginas ímpares (o que pra mim é um grande ponto a favor), sempre tento uma citação do diário de Grace antes de cada um. Como o mundo não é feito de algodão doce, existem vários erros de revisão, mas nada que comprometa a leitura. O trocadilho existente em inglês entre o nome Grace e a palavra grace se perde um pouco na tradução, talvez fosse melhor traduzir  também o nome da menina? Não sei, vamos pensar sobre isso.  No mais, recomendo a leitura para todas as pessoas com o mínimo de sensibilidade. O livro é um infanto-juvenil, mas que dialoga com os leitores de todas as idades.

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Projeto gráfico do livro

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Detalhe das citações no início dos capítulos

Minha memória, assim como a minha visão, foi enfraquecendo com a idade, e espero que consiga contar direito a história. No entanto, à medida que envelheço, há coisas que vão ficando mais claras pra mim. (…) Aquela menina foi meu primeiro amor. Meu primeiro beijo. Ela era uma pequena garota dos fósforos que podia ver o futuro na chama de uma vela. Era uma fugitiva que me ensinou mais sobre a vida que qualquer outra pessoa, antes ou depois dela. E, quando ela partiu, minha inocência foi junto (p.20).

EVANS, Richard Paul. Grace. São Paulo: Geração Editorial, 2011.

4 latas

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