A evolução de Mara Dyer – Michelle Hodkin

imagem

“A loucura é a mais terrível das prisões”

Hoje é um novo dia, de um novo tempo que começou… E aí minha gente linda, como estão as coisas? Eu estou bem mais ou menos, mas não é isso que importa… o que importa é que hoje trago a segunda parte do livro que conquistou muitos fãs: A evolução de Mara Dyer! Ela está de volta!!!

Nesta continuação temos nossa amiga Mara em busca de respostas sobre o porquê de ela ser diferente. Noah, como é de se esperar, a ajuda nessa empreitada, mas algo dá muito errado no meio do caminho e a menina é obrigada a frequentar sessões de terapia intermináveis, responder questionários um tanto quanto manipuladores e enfrentar com coragem os mistérios que envolvem seu passado.

Não comentei no post sobre A desconstrução de Mara Dyer, mas acho Mara uma menina meio songa-monga, felizmente nesta continuação ela dá sinais de que está mais esperta e que, finalmente, acordou para a vida! Lógico que ela não seria nada sem a presença de Noah, que com grande paciência a ajuda a resolver os dilemas que estão ocorrendo em sua via. Aliás, devo acrescentar que Noah – moreno, alto, bonito e sensual -ainda está no nosso quadro de pireguetagem literária, mas também devo dar destaque a Daniel, irmão de Mara, que conquista pela astúcia e inteligência. É… podem colocar na lista!

Bom, voltemos ao que interessa: o enredo continua cativante, muito fácil de ler e envolvente. Quando sabemos que um livro tem uma sequência já ficamos com o pé atrás, mas esse segundo volume consegue superar o primeiro (principalmente porque não tem tantos erros de revisão como o primeiro). Porém, gostaria de deixar um recadinho para a editora:

PEGUE SUA PONTUAÇÃO AQUI:

_ ! ! ! ! ? ? ? ? , , , , , – ; ; ; – . . . . 

Gente, esse povo só pode estar de brincadeira! Tá certo que a gente não vive no mundo-cor-de-rosa-da-Barbie, mas também não dá para deixar de lado a falta de atenção na hora da revisão dos livros. O meu exemplar está cheio de frases sem pontuação… Você lê uma fala e pensa: isso é uma pergunta, uma exclamação ou uma afirmação? Sem contar os pontos finais… acho que estava faltando essa tecla no teclado de alguém… Mas sejamos justos, recebi o livro de cortesia então prefiro acreditar que o meu exemplar é apenas uma “amostra” e que os que serão colocados à venda terão esse problema corrigido… #oremos.

Por fim, a edição está muito bonita, são 405 páginas em papel pólen e a capa está um luxo só! O enredo  é envolvente e ágil, há muitos diálogos e muita ação. A única coisa com relação a estória que me incomoda é esse romance entre Noah e Mara que não enrola nem desenrola! Gente, vamos tomar uma atitude rápido! No mais, aguardo ansiosa pela terceira e última parte – que ainda não tem previsão de lançamento no Brasil! OMG!!!

HODKIN, Michelle. A evolução de Mara Dyer. Rio de Janeiro: Galera Record, 2014.

4 latas

Anúncios

Cante para eu dormir – Angela Morrison

10154200_676384009087700_2524537638255387514_n1“Ao menos sei cantar. Puxei ao lado da mamãe. Posso não ter a aparência de um pássaro canoro – pareço mais uma cegonha -, mas se você fechar os olhos, vai achar lindo.”

Olá colegas, como anda a vida? A minha anda bem parada… e para dar uma agitada, o post de hoje é sobre o livro Cante para eu dormir, da americana Angela Morrison. Antes que alguém reclame de alguma coisa, já vou avisando que esse livro é sobrinho-neto daquele livro estrelar do João Verde (entendedores entenderão).

O livro conta a história da adolescente Beth, uma jovem que sofreu bullying a vida toda por ser muito feia. Quando criança a primeira frase que seu pai disse ao vê-la foi “nossa, como é feia!“, e essa “profecia” ficou com ela por muitos anos. Na escola era conhecida como A Fera, pois tinha cabelo desgrenhado, espinhas no rosto, óculos fundo de garrafa e era muito alta e magra. Porém Beth tinha algo com que se orgulhar: ela cantava lindamente. Sua participação no coro de meninas ajudou a se classificarem para uma competição na Suiça, mas as meninas não poderiam deixar Beth se apresentar com aquela aparência e a ajudaram com todos os recursos, fazendo dela uma garota renovada, bonita e atraente.

Na Suíça, as meninas conheceram um coral de garotos, Amabile, do Canadá. Entre esses garotos estava Derek, rapaz bonito, simpático, dono de uma voz potente e que se encantou por Beth (e ela por ele), o que deixou Scott, amigo de infância e admirador de Beth, louco de ciúmes. Porém Derek escondia um segredo que poderia acabar com os sonhos românticos da menina.

Vamos aos prós e contras: o livro é de fácil leitura, a história é contada em primeira pessoa pela própria Beth (adoro livros em primeira pessoa). Derek é uma personagem apaixonante, mais um para a lista da Piriguetagem literária, aliás essa lista só está crescendo! O livro todo tem muitos diálogos e, graças a Nossa Senhora da Gramática, os erros de revisão não são tão assustadores assim (mas eles estão lá, pode ter certeza). Durante toda a narrativa acompanhamos o processo de transformação de Beth, suas angústias, dúvidas e inseguranças; é interessante acompanhar toda essa jornada e seria ainda mais gratificante se a personagem Beth não fosse tão chata! Gente, que menina irritante, não sei como Derek conseguiu aguentar…

Em todos os capítulos temos canções, uma vez que se trata de uma história que gira em torno de grupos de corais. Se fosse um filme com certeza teria uma trilha sonora maravilhosa. O coral dos garotos do Canadá, Amabile, existe de verdade, eles até tem um site (procure aí no google). A canção presente no último capítulo,  “Canção da Beth”, foi gravada pelo coral – e até que ficou bonitinha.

Porém, eu saquei o que ia acontecer na história bem antes do meio do livro – e olhar as imagens nas últimas páginas só confirmou minha suspeita. Dica: não bisbilhotem as últimas folhas! Não que eu seja muito esperta, mas o enredo é meio previsível…

Por fim, o projeto gráfico está bem bonito (embora tenha gente que ache que essa capa lembra capa de livro espírita). Eu, particularmente, só me incomodo com essa mão com quatro dedos… Nem preciso dizer que adorei o título! Sou daquele tipo de pessoa que escolhe o livro pelo título. Embora seja um livro juvenil, ele tem 351 páginas – no meu tempo os livros juvenis não tinham quase 400 página e, com certeza, as personagens eram bem menos safadeeenhas rsrsrs.

Vou deixar aqui a música que encerra o livro. Recomendo que ouçam a música enquanto lêem o último capítulo, para chorarem litros e litros… 

MORRISON, Angela. Cante para eu dormir. Carapicuiba: Pandorga, 2011.

4 latas

A desconstrução de Mara Dyer – Michelle Hodkin

A-desconstrucao-de-mara-dyer

Olá minha gente! Pra vocês que estavam passando uma temporada em Marte e estão por fora dos acontecimentos editoriais, trago hoje o livro que está causando o maior bafafá na esfera literária: A desconstrução de Mara Dyer, de Michelle Hodkin.

O livro conta a história de Mara, uma adolescente que acorda em uma cama de hospital sem se lembrar de nada. Lá ela descobre que foi achada em um antigo sanatório com suas amigas Rachel e Claire e seu namorado, Jude. Eles sofreram um grave acidente, todo o local desmoronou e somente ela sobreviveu. Atormentada com esse episódio, ela e sua família mudam de cidade para tentar recomeçar, porém Mara começa a ser atormentada por alucinações e fatos estranhos começam a acontecer… Mara estaria louca ou realmente algo estranho estava acontecendo?

Durante a história acompanhamos o processo que a personagem tem de enfrentar para conseguir se lembrar do que aconteceu naquele dia no sanatório e o porquê de tantos pensamentos e sensações estranhas estarem se passando com ela. Na nova escola Mara faz um amigo, Jamie, um ponto de apoio e de realidade na vida da menina. Também nos é apresentado Noah, garoto popular que também esconde um grande segredo….

Ah…. Noah… aquele garoto que possui todas aquelas características que atiçam a nossa piriguetagem literária: bad boy/sedutor/inteligente/desleichado… o combo perfeito para a paixonite instantânea por personagens de livros!

Bom, voltemos as vacas magras: o livro é narrado em primeira pessoa pela própria Mara. Todos os eventos são descritos sob o ponto de vista dela. Toda a história é envolvente e em ritmo acelerado; há muitas falas diretas (quase toda a história é contada em formato de diálogos), o que torna a leitura rápida e bem envolvente. A linguagem é bem coloquial, sem frescuras nem enrolação. Os capítulos são curtos, o que agiliza a leitura. O romance existente não é enfadonho, ele chega a ser ácido e bem humorado, nada entediante nem clichê. A continuação, A evolução de Mara Dyer, será lançada pela editora no mês de junho – quero pra ontem! A terceira e última ainda está sem previsão de lançamento no Brasil. Apesar de ter todos os elementos que eu não gosto (capa com foto de pessoas e título com o nome da personagem),  o projeto gráfico está muito bom!

Porém…. como o mundo não é feito de algodão-doce, tenho que fazer uma crítica: por que cargas d’água há tantos erros de revisão em livros, principalmente nos voltados para o público juvenil? Já comentei que não me incomodo muito com alguns erros, mas já está passando dos limites! Erros de concordância, palavras faltando, frases estranhas, plural somente em metade da frase e no resto nada! Assim fica difícil ser condescendente… as editoras têm que se atentar mais… me contratem que resolvo isso rapidinho!

Bom, feito meu desabafo, vou concluir dizendo que, apesar de tudo, o livro é bem legal! A narrativa te prende do começo ao fim, você sempre quer saber mais e mais. São 372 páginas de suspense, romance, intrigas e todos os elementos que fazem dessa história o Boom do momento! Recomendo a leitura para todos que estão em busca de uma literatura pipoca (aquela que não tem nutrientes, não te acrescenta em nada, mas enche a barriga e te deixa feliz), façam vista grossa para os erros e aproveitem a história envolvente e divertida da nossa amiga Mara! 

HODKIN, Michelle. A desconstrução de Mara Dyer. Rio de Janeiro: Galera Record, 2013.

4 latas

Grace – Richard Paul Evans

As histórias de natal sempre têm sido sobre redenção. Imagino que esse seja o espírito natalino. Em toda a minha vida esperei pela redenção. Pela redenção e pela graça. Sei que não as mereço, mas assim mesmo espero por elas. (p.325)

graceOlá minha gente! Depois de um grande hiato eu volto à esse humilde blog para mais uma postagem supimpa – e prometo tentar ser mais ágil, aliás, quantas vezes eu já prometi isso? Bom, chega de mais enrolação e vamos ao que interessa: o livro para este recomeço é Grace, do autor Richard Paul Evans.

A história se passa na década de 60, na cidade de Salt Lake City, nos EUA. Eric, um garoto de 14 anos, estava saindo do trabalho tarde da noite quando encontra Grace procurando comida no lixo. Ela conta que fugiu de casa e Eric decide escondê-la nos fundos de sua casa, num local semi-secreto conhecido como “Nosso Clube”. No tempo em que Grace ficou no “Nosso Clube” o menino aprendeu, cresceu e descobriu sentimentos antes desconhecidos. Mas, como no conto de Hans Christian Andersen, A vendedora de fósforos, a esperança é tão frágil quanto a chama de uma vela.

O que posso dizer? O enredo de Grace é simples, porém coberto de ternura e suspense. A relação de confiança existente entre Grace e Eric é pura e inocente, mesmo os mistérios que a menina esconde não afastam o garoto de nutrir por ela uma admiração e carinho legítimos. Ele a auxiliou como pode e ela retribuiu com amor sincero e eterna gratidão. É difícil comentar  sobre esse texto sem dar spoiler, uma vez que a história não possui grandes aventuras. Todo o enredo é centrado nos dois jovens e na relação que desenvolvem.

A construção do texto é simples, os capítulos são curtos e, portanto, rápidos de se ler. O livro se inicia com o conto A vendedora de fósforos, fonte de inspiração para o desenlace de toda a narrativa. Apesar de simples e fácil a primeira vista, a história envolve momentos tristes e de tragédias familiares. Para refletir sobre o mundo em que vivemos e o que fazemos para que ele se torne um pouco melhor…

Devo dizer que o projeto gráfico da Geração Editorial é MA-RA-VI-LHO-SO! Capa e lombada possuem o título em alto relevo, as páginas são amarelas com as pontas embaçadas. Os capítulos começam em páginas ímpares (o que pra mim é um grande ponto a favor), sempre tento uma citação do diário de Grace antes de cada um. Como o mundo não é feito de algodão doce, existem vários erros de revisão, mas nada que comprometa a leitura. O trocadilho existente em inglês entre o nome Grace e a palavra grace se perde um pouco na tradução, talvez fosse melhor traduzir  também o nome da menina? Não sei, vamos pensar sobre isso.  No mais, recomendo a leitura para todas as pessoas com o mínimo de sensibilidade. O livro é um infanto-juvenil, mas que dialoga com os leitores de todas as idades.

IMG_0219

Projeto gráfico do livro

IMG_0224

Detalhe das citações no início dos capítulos

Minha memória, assim como a minha visão, foi enfraquecendo com a idade, e espero que consiga contar direito a história. No entanto, à medida que envelheço, há coisas que vão ficando mais claras pra mim. (…) Aquela menina foi meu primeiro amor. Meu primeiro beijo. Ela era uma pequena garota dos fósforos que podia ver o futuro na chama de uma vela. Era uma fugitiva que me ensinou mais sobre a vida que qualquer outra pessoa, antes ou depois dela. E, quando ela partiu, minha inocência foi junto (p.20).

EVANS, Richard Paul. Grace. São Paulo: Geração Editorial, 2011.

4 latas

Crônicas de São Paulo – Daniel Munduruku

Foi assim que entendi minha passagem pelo Jabaquara. Lugar de encontro de tradições. Lugar da saudade. Lugar da Liberdade. (p.30)

masjnDepois de muito tempo afastada volto hoje com um post em edição extraordinária sobre um livro diferente: Crônicas de São Paulo faz parte de uma gama de narrativas que traz ao grande público toda a cultura e diversidade do povo brasileiro. O livro, assinado por Daniel Munduruku, é um apanhado de dez crônicas sobre alguns lugares da cidade de São Paulo que possuem nomes indígenas.

Os lugares que viraram parte do livro são: Tatuapé, Anhangabaú, Ibirapuera, Jabaquara, Guarapiranga, Butantã, Pirituba, Tietê e Tucuruvi. Em uma conversa com o próprio Daniel fiquei sabendo que os indígenas não nomeiam os lugares em homenagem a alguém, mas colocam nomes a partir de um fato ocorrido. Sob esse aspecto, o autor cria histórias e situações que possam ter sido fundamentais para a nomeação de determinados locais. Lógico que são apenas ficção, mas faz pensar o que pode ter ocorrido de verdade – principalmente nos mais curiosos: Anhangabaú, que significa rio da assombração, e Jabaquara, lugar de escravos fugidos. Nunca mais verei esses lugares do mesmo jeito!

O livro não é muito extenso, as páginas são amarelas e de gramatura não muito alta. Como nem tudo são flores, há alguns erros de revisão que, apesar de não atrapalhar a leitura, deixam a estrutura do texto um pouco feia: como em um ponto onde a palavra esse virou eese. Fora isso, no geral, a estrutura gráfica é boa.

Para quem ainda não se ligou, Daniel Munduruku é um indígena. Sua comunidade vive no Pará, as margens do rio Tapajós. Formado em filosofia, com mestrado em Educação, hoje ele tem 43 livros publicados que contam histórias de seu povo (antes só transmitidas oralmente). A Literatura Indígena ainda é recente em nosso país, mas já vários escritores de diferentes etnias que registram suas histórias e as trazem mais para perto da população.

O livro mostra a visão de um indígena na cidade de São Paulo – a linguagem é acessível e os contos são curtos e com ilustrações. Literatura infanto-juvenil, mas de interesse geral.

MUNDURUKU, Daniel. Crônicas de São Paulo. São Paulo: Callis, 2009.

3 latas

Malícia – Chris Wooding

Todo mundo já ouviu esse boato. Chame Jake Gigante e ele levará você para Malícia, um mundo que existe dentro de uma aterrorizante história em quadrinhos, de onde os garotos nunca saem.

malícia (1)Tem dias que a gente está meio cansado e apenas querendo uma leitura sem muitas pretensões, apenas para nos distrair. É nesse contexto que eu encarei o “pequeno” livro Malícia, do inglês Chris Wooding. O livro é um infanto-juvenil de míseras 430 páginas, divertido, envolvente e com gostinho de quero mais.

A história se passa na Inglaterra, onde existe um boato de uma revista em quadrinhos secreta e que guarda um grande mistério: após fazer um ritual e pronunciar as palavras “Jake Gigante, me leve embora” você é transportado para o incrível mundo de Malícia, onde coisas estranhas acontecem, monstros e perigos estão por toda parte e a volta para casa não é uma garantia. A curiosidade é grande entre os garotos, até que Luke, um adolescente que vive em uma cidadezinha do interior, faz o ritual e desaparece. Seus amigos, Seth e Kady, preocupados com o amigo, resolvem investigar e acabam descobrindo que os boatos sobre Malícia podem ser bem mais do que uma lenda…

A narrativa do livro é envolvente, leve, com cenas rápidas e ágeis. A escrita do autor é fácil, sem enrolação e  bem contemporânea: trechos do livro são escritos de forma diferenciada, com a linguagem de uma conversa no MSN, ou como a reprodução de uma página de jornal. O que mais se destaca (e é o motivo que faz tanta gente ir atrás desse livro) é a mistura de romance e HQ – várias passagens do texto estão em formato de quadrinhos, um diferencial que tem tudo a ver com a proposta do autor, afinal Malícia é  um mundo que existe dentro dos quadrinhos, nada mais justo que a história fosse retratada dessa forma.
livro
Eu gostei bastante do livro, são mais de 400 páginas que passam como se fossem 100. A fonte é grande, nº 14,  o papel é de boa qualidade e de gramatura alta (o que deixa o livro bem mais grosso). A parte gráfica está caprichada, o ritmo da narração é acelerado, cheio de ação e sem tempo para pausas ou recuos; as personagens são cativantes, a gente torce por elas, compartilha das emoções e das angústias. Ao final, o autor deixa um gancho enorme para a continuação, Caos. QUERO PRA ONTEM!

Mas…

Como nem tudo nessa vida é só alegria, preciso comentar que, apesar de a história ser divertida e bem desenvolvida, a revisão é péssima. A medida que você vai lendo o livro repara que em algumas frases faltam (ou sobram) palavras, certos trechos estão mal elaborados ou escritos de um jeito estranho – o leitor precisa reler tudo para entender o que foi dito. Não sei, mas tive a impressão que muitas coisas foram jogadas conforme a tradução, sem muita preocupação em montar uma frase coesa e coerente. Outro ponto que me chamou atenção foi que, na parte em HQ, um balão de fala foi “esquecido” em inglês. As letras eram miúdas, mas dá pra perceber (pode ser que a frase esteja em inglês de propósito, mas eu duvido). Na parte escrita com MSN, algumas frases eu lia e pensava “o que significa isso?”. Pode ser que eu esteja velha e não entenda mais dessas coisas, mas, a verdade é que nunca me importei com alguns erros de tradução/revisão, mas dessa vez me incomodou bastante. Vamos ficar mais atentos galera!

Por fim, tirando essa falha “técnica”, o livro é um ótimo entretenimento para jovens e adultos. Espero que lancem a continuação em breve!

 

WOODING, Chirs. Malícia. São Paulo: Geração Editorial, 2012.

5 latas

Os Doze Mandamentos – Sidney Sheldon

“Moisés desceu da montanha com duas tábuas de pedra nas quais estavam inscritos os Dez Mandamentos da lei de deus – as regras a que os fiéis devem obedecer, conta a história sagrada. Mas Sidney Sheldon vai até a época de Moisés para revelar um segredo: na verdades, são 12 mandamentos. E, ao contrário da punição de quem não cumpre os mandamentos de deus, os personagens de Sidney Sheldon receberão grandes recompensas, tornando-se pessoas ricas, famosas e felizes.”

OS_DOZE_MANDAMENTOS_1228409918PNão, eu não escrevi errado, o nome do livro é esse mesmo Os doze mandamentos. Neste apanhado de contos, Sidney Sheldon traduz com humor várias situações em que as personagens descumpriram regras e foram agraciadas por isso. Os dois mandamentos que o autor adiciona são: Nunca dirás uma inverdade e Não farás mal ao teu semelhante (na verdade eu acho que são esses dois porque nem sei direito quais são os outros dez).

Eu não sou muito ligada nesse negócio de mandamento, lei sei-lá-do-que e semana-sei-lá-das-quantas, por isto essas pequenas histórias não me deixaram indignada ou algo parecido – como sei que muita gente ficaria se lesse – apenas levei o livro como uma ficção para entreter.

Logo no início do livro o autor faz uma breve explicação sobre o porquê desses dois mandamentos não terem chegado até a população e conta outras passagens bíblicas – tudo sempre com humor.

Os contos são curtos, escritos de forma fácil e sem firulas. Li este livro há muito, muito, muito tempo, devia ter uns 11 ou 12 anos e lembro que gostei. Sei que hoje não me agradaria tanto, pois os finais já estão bem claros: os protagonistas sempre vão se dar bem ao desrespeitar os mandamentos.

O livro é indicado para o público infanto-juvenil por se tratar de uma narrativa ágil, sem enrolação e escrita de forma simples. A edição que eu tenho é da Record: capa simples, sem orelha e apenas 142 páginas.

Nunca é demais lembrar que o livro é uma ficção, portanto deve ser tratado como tal.

SHELDON, Sidney. Os doze mandamentos. Rio de Janeiro: Record, 1997.

3 latas